domingo, 22 de novembro de 2009

Rio 40º



LOVE IN THE AIR!

sábado, 14 de novembro de 2009

Barra


O céu abriu
Suas comportas d’água
Lubrificando a rua nua
Rua sem dentes
Sem a mordedura de calçamento
Lamento sedento ao vento e lama
Mato, sapo, terra e areia
Mato a fome com veia na teia
Lubrificando a Lua e crua
Aparecida com sua luz e amor
Criança parecida com mulher
Mulher e o seu dia
Doce días de octubre
Doce dia de lágrimas
O céu abriu
As comportas de um choro feliz

Barra de São João, 10 de outubro de 2009
Foto: Eduardo Martins

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Ai, que saudades da América


Carta ode de um brasileiro viajante:

Nunca vi fazer tanta exigência
Nem fazer o que você me faz
Você não sabe o que é consciência
Nem vê que eu sou pobre e incapaz
Você só pensa em luxo e riqueza
Tudo que você vê você quer
Ai, meu Deus, que saudade da América
Aquilo sim é que era mulher

Às vezes passava fome ao meu lado
E achava bonito não ter o que comer
E quando me via contrariado
Dizia: Meu filho, que se há de fazer

América não tinha a menor vaidade
América é que era mulher de verdade



Nota: "Ai, que saudades da Amélia." Composição de Ataulfo Alves e Mário Lago
Esta composição fora utilizada nesse espaço: sem fins lucrativos, associando obra original e seus respectivos autores e com nenhuma intenção de depreciar os mesmos.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

"Eu quero a esperança de óculos, meu filho de CUCA legal."




Enquanto isso, no futebol carioca...

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Feliz Ano Novo



- A cada ano que passa nos aproximamos da morte.
- A cada ano que passa ganhamos mais um ano.
- Só se for matemática, o somatório de números. A cada ano que passa e como se fosse um lápis roído por um apontador... Ele acabará.
- Então, não deveria ter festa de aniversário?
- A festa de aniversário é a comemoração por não ter morrido, e não por ter adquirido mais um ano de vida.
- Aaahm... Então, a vida é a espera da ceifa.
- Por aí.
- Que barra?!
- A vida é dura.

Nota: Este espaço completa nesta data um ano de existência, um ano de resistência, um ano de postagem nos catorze dias mensal e um ano na luta contra o lixo virtual...

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

A sesta vespertina


Olhos abertos
Observadores
Olhos fechados
Boca entreaberta
Seios hiper, hipo, hiper...
Olhos abertos
Contempladores
Olhos abertos
Assustados
Olhos fechados
Um beijo

terça-feira, 14 de julho de 2009

No fim de tudo


Às vezes na vida nos encontramos perdidos, mas se estamos perdidos não nos encontramos. Certo?!? Enfim, caminhava sem rumo. O sumo de um homem, entretanto se fosse o supra, mas não era. Nesse ínterim, todos os males se aportaram em mim. Fiquei resfriado, pensei em pneumonia, mas para o meu bem ou não, não estava.
Nesse momento de amarguras, um senhor axiomático com um biótipo físico discordante dos arquétipos dos frades franciscanos profetizou palavras gentis e atípicas ao meu cotidiano. Ao fim, despeço-me e meio que em transe e distraído piso numa enorme obra descomida por um morador de rua.
- Monge de bosta! – E funguei para amenizar meu estado anasalado e fanhoso.
E o forte senhor axiomático:
- O que disse?
E pensei: As coisas sempre podem piorar.